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Uma visão cristã da criança

Adquirindo uma visão Cristã da criança

“E traziam-lhe meninos para que lhes tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que lhos traziam. Jesus,porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele. E, tomando-os nos seus braços, e impondo-lhes as mãos, os abençoou”.  
Marcos 10:13-16


 

Crianças

Cristo ensinou a seus discípulos que o maior no reino de Deus é como uma pequena criança. Uma das cenas mais ternas do Evangelho inclui uma criança e revela o coração paterno de Deus. Vivemos em uma era que se opõe a essa visão Cristã da criança! A maioria dos educadores e pais cristãos tem uma visão secular da criança, pois formaram-se em escolas e universidades seculares.

Nossas mentes precisam ser renovadas para que vejamos o grande potencial existente(a imago Dei) dentro de cada criança e trazê-lo à tona! Devemos "apascentar as ovelhas" com esperança e a ternura de Cristo, enxergando-as como pessoas com dignidade e valor. A doutrina central do cristianismo é que o homem foi criando a imagem de Deus, destinado para imortalidade e que todos são considerados iguais aos olhos de Deus. Devemos aprender princípios que enobreçam nossas crianças para que possamos ensina-las de acordo com sua maneira singular de aprendizado, a descobrir e cumprir seu chamado.

 

A crise da infância e da criança:

 

Podemos perceber nos nossos dias uma clara conspiração contra as crianças seja atentando contra as suas vidas, suas mentes, suas emoções, seu futuro, suas esperanças e sua eternidade.

De acordo com estatística publicada pela Organização Mundial da Saúde, na maioria dos países em desenvolvimento, metade da população possui menos de 15 anos. A UNICEF reporta que 149 milhões de crianças sofrem de má nutrição e 100 milhões de crianças estão fora da escola devido à pobreza, descriminação e falta de recursos e políticas públicas.

Uma determinada cultura pode ser julgada através do modo pelo qual trata seus idosos e crianças. A cultura é o reflexo dos valores e práticas da religião prevalecentes em certa sociedade.

Hoje, a maioria das culturas possuem uma visão secular e pagã da criança. As crianças são desprezadas em número crescente ao redor do mundo e nunca na história da humanidade tantos pequeninos foram abortados, abandonados e sofreram abusos como atualmente.

A presente geração de crianças na sua grande maioria é desprovida da figura paterna. São filhos muitas vezes indesejados, não amados, abandonados e desprovidos de sustento físico, espiritual e emocional. Mesmo quando os pais estão presentes, passam em média menos de 5 minutos ao dia com seus filhos. Há tantas crianças pobres nas ruas do Brasil que, de acordo com um documentário da PBS (1999), crianças e menores eram baleados como vermes durante a noite por policiais incapazes de controlar a criminalidade. Na Europa Oriental, crianças desaparecem, seqüestradas para sustentar o número crescente da indústria pornográfica, para nunca mais serem encontradas. Jovens adolescentes se prostituem para ajudar a família. Muitas crianças nas regiões sub-Saara da África possuem AIDS e na terrível guerra civil de Serra Leoa, jovens meninos, de oito a dez anos, foram alistados como soldados. Drogados e armados com metralhadoras, receberam instruções hediondas para que matassem membros de suas próprias vilas. Antes da queda de Sadam Hussein no Iraque, os “filhotes de Sadam”, jovens meninos portando rifles protegiam o ditador no 12º maior exército do mundo.

Precisamos do espírito de Elias e João Batista nesse século. Precisamos que o coração dos pais se volte para seus filhos e o dos filhos para seus pais:

“E ele converterá o coração dos pais [ausentes] aos filhos [ímpios], e o coração dos filhos[rebeldes] a [piedade de] seus pais[reconciliação produzida pelo arrependimento do ímpio]; para que eu não venha, e fira a terra com maldição.” (Malaquias 4:6, com adições da Bíblia Amplificada)

 

Precisamos de educadores(parteiras) que se arrisquem para salvar a muitas destas crianças assim como fizeram nos dias do nascimento de Moisés no Egito:

“As parteiras, porém, temeram a Deus e não fizeram como lhes ordenara o rei do Egito; antes, deixaram viver os meninos.” Ex 1: 17

 

Precisamos de pais tementes a Deus que saibam ouvir com discernimento as instruções do Senhor para proteção dos seus filhos:

“Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar.” Mt 2:13

 

Duas Visões da Criança:

Hoje em dia nas igrejas, existem duas visões da criança: a visão ‘elevada’ e a visão ‘rebaixada’. Nas palavras do Dr.Berryman, autor de Godly Play (Brincadeiras divinas) “Nós idealizamos as crianças e ao mesmo tempo as demonizamos. Celebramos o “ano da criança” e as excluímos da adoração. Valorizamos as crianças, mas gastamos relativamente pouco tempo e dinheiro suprindo suas necessidades. Aclamamos o evangelismo e adicionamos membros, mas não contamos as crianças já presentes na igreja como sendo dignas de ‘evangelização’ou até mesmo da hospitalidade que damos a estranhos.”

Desde a antiguidade e nascimento da Igreja Cristã, a maioria dos adultos olha com desprezo para crianças e menospreza sua espiritualidade porque são ‘meras crianças’. Essa visão rebaixada é resultado de muitos fatores, sendo um deles o fato de que a Igreja raramente propagou uma visão elevada da criança. Infelizmente, em muitas culturas a igreja também não estima a mulher. Mulheres – que nutrem e geram crianças – são vistas e tratadas como cidadãos de segunda classe e opressas na maioria das culturas. O papel da mulher no lar é estabelecer o tom da vida familiar e da criação dos filhos. Ela é a ‘primeira professora’ na vida de uma criança. A família é uma das esferas de governo estabelecidas por Deus e destinada a refletir Seu amor. Deus criou a unidade familiar com a intenção de que fosse o bloco primário de construção das nações! Uma nação que oprime suas mulheres e que vê suas crianças como cidadãos de terceira classe é doente espiritualmente, e provavelmente deficiente economicamente. Este tipo de preconceito também é notável em relação aos professores de crianças. Eles são os considerados profissionais de menor importancia e de menores salários na maioria das vezes.

 

Jesus, porém, possuía uma visão admirável das crianças e as estimava como as “maiores no reino de Deus”(Mt. 18:1-5). Ele interagia com elas segurando-as em seus braços, abençoando-as e curando-as e deixando-as como modelo a ser seguido. Há, no entanto, poucas referências nos Evangelhos que retratam Cristo com as crianças, e as Escrituras não definem os termos ‘criança’ ou ‘infância’. Da mesma forma, a Igreja nunca desenvolveu em plenitude uma ‘teologia da infância’. O conceito de ‘infância’ é muitas vezes é relativo a lugar e época e sua definição é cultural e sofre mudanças constantemente. Berryman (p.117) observa que historicamente, os teólogos apenas consultaram as Escrituras concernentes à criança, mas raramente as observaram ou estudaram!

 

Definição de ‘criança’:

 

1. Um filho ou filha; um descendente macho ou fêmea de primeiro grau; 2. fraco em conhecimento, experiência, juízo, ou realizações; ex. ele é uma mera criança. 3. Um jovem em graça. Aquele que não é estabelecido em princípios.

4. Aquele cujos princípios e moral são ainda produtos de outro. (Dicionário Webster 1828).

 

 

Adquirindo uma visão Cristã da criança:

 

1. As crianças são um presente de Deus aos pais, que devem nutrí-las e treiná-las da admoestação do Senhor.

As crianças são herança do Senhor (Sl 127:3).

E vós, pais, não provoqueis à ira a vossos filhos, mas criai-os na doutrina e admoestação do Senhor. Ef 6:4.

 

2. Os pais, e não o governo, são os educadores primários e os que devem nutrir as crianças. Os pais são responsáveis diante de Deus pela formação educacional e do caráter dos seus filhos. Devem buscar a Deus diligentemente para receber conhecimento de como guiar e treinar seus filhos para os propósitos e chamados de Deus.

“Porque eu o tenho conhecido, e sei que ele há de ordenar a seus filhos e à sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para agir com justiça e juízo; para que o Senhor faça vir sobre Abraão o que acerca dele tem falado.” (Gn 18:19).

“E as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te.” (Dt 6:7).

“Educa a criança no caminho em que deve andar. . .” (Pv 22:6).

“Não tenho maior gozo do que este, o de ouvir que os meus filhos andam na verdade.” (III Jo 4).

 

3. Cada criança é feita à imagem de Deus e destinada à imortalidade. (Gn 1:26-28). Essa é a doutrina central do Cristianismo. Cada uma tem um grande potencial, criatividade, grandeza e capacidade para pensar, raciocinar, amar, aprender e dominar sobre a criação.

E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine sobre os peixes do mar, e sobre as aves dos céus, e sobre o gado, e sobre toda a terra, e sobre todo o réptil que se move sobre a terra. E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (Gn 1:26-27).

Eu te louvarei, porque de um modo assombroso, e tão maravilhoso fui feito; maravilhosas são as tuas obras, e a minha alma o sabe muito bem. Os meus ossos não te foram encobertos, quando no oculto fui feito, e entretecido nas profundezas da terra. (Sal 139:14-15).

 

4. Toda criança é enobrecida com dignidade e valor. Aos olhos de Deus, todas as crianças são iguais em valor. Cada criança é dotada de valor independente de sua condição de vida e habilidades.

 

Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites?  Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste. 6 Fazes com que ele tenha domínio sobre as obras das tuas mãos; tudo puseste debaixo de seus pés (Sl 8:4-6).

E até mesmo os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois; mais valeis vós do que muitos passarinhos. (Mt 10:30, 31).

 

5. Toda criança é feita por Deus para um tempo e um lugar determinado na Sua história.

 

O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens; Nem tampouco é servido por mãos de homens, como que necessitando de alguma coisa; pois ele mesmo é quem dá a todos a vida, e a respiração, e todas as coisas; E de um só sangue fez toda a geração dos homens, para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados, e os limites da sua habitação; Para que buscassem ao Senhor, se porventura, tateando, o pudessem achar; ainda que não está longe de cada um de nós; Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração. Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens. (Atos 17:24-29).

 

6. Deus tem um plano para a vida de cada criança.

“Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.  Então disse eu: Ah, Senhor Deus! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino.” (Jr 1:5-6).

Os teus olhos viram o meu corpo ainda informe; e no teu livro todas estas coisas foram escritas; as quais em continuação foram formadas, quando nem ainda uma delas havia. 17 E quão preciosos me são, ó Deus, os teus pensamentos! Quão grandes são as somas deles! (Sl 139:16-17).

Porque eis que tu conceberás e terás um filho sobre cuja cabeça não passará navalha; porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre; e ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus. (Jz 13:5).

 

7. Toda criança tem direitos inalienáveis e, portanto, responsabilidade de guardar sua propriedade interna, consciência e chamado providencial.

 

“Mas o anjo lhe disse: Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João. 14 E terás prazer e alegria, e muitos se alegrarão no seu nascimento,porque será grande diante do Senhor, e não beberá vinho, nem bebida forte, e será cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe. E converterá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus,e irá adiante dele no espírito e virtude de Elias, para converter os corações dos pais aos filhos, e os rebeldes à prudência dos justos, com o fim de preparar ao Senhor um povo bem disposto” (Lc 1:13-17).

 

8. Jesus prontamente recebeu as crianças que vinham a Ele e as chamou de “os maiores no reino de Deus.”

Naquela mesma hora chegaram os discípulos ao pé de Jesus, dizendo: Quem é o maior no reino dos céus? E Jesus, chamando um menino, o pôs no meio deles, E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se tornar humilde como este menino, esse é o maior no reino dos céus. E qualquer que receber em meu nome um menino, tal como este, a mim me recebe.” (Mt 18:1-5)

E traziam-lhe meninos para que lhes tocasse, mas os discípulos repreendiam aos que lhos traziam. Jesus, porém, vendo isto, indignou-se, e disse-lhes: Deixai vir os meninos a mim, e não os impeçais; porque dos tais é o reino de Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o reino de Deus como menino, de maneira nenhuma entrará nele.  E, tomando-os nos seus braços, e impondo-lhes as mãos, os abençoou. (Mc.10:13-16).

 

Duas visões educacionais da criança:

 

Temas

Visão Tradicional

Visão Cristã

A Criança é Vista:

 

Vazia; Poucos são talentosos e bem dotados;

Possuem natureza boa. Alguns são mais inteligentes que outros.

Completos; Todos são talentosos e criativos.

Natureza caída – necessitam de um Salvador;

Feitos à imagem de Deus.

Objetivo da

Educação:

Modificar o comportamento;

Alcançar posições de destaque e elevados salários.

Transformar o coração; renovar a mente e atingir a estatura completa de Cristo.

Servir com suas habilidades e cumprir o seu chamado acreditando na provisão de Deus.

Governo de classe:

Manter os alunos dependente de outros;

Nivelado; legalista; Consumidores de fatos.

Prepara-os para serem aprendizes independentes;

Elevado auto governo cristão; Domina matérias; produtivo.

Métodos:

 

Apela para o externo;

Entretenimento, simula e controla;  Memoriza e devolve informação.

Apela para o interno

Inspira, consagra e libera.

Pensa e raciocina com verdade.

Currículo:

 

Linguagem rebaixada;

Conhecimento fragmentado;

O homem é glorificado como fonte de conhecimento.

Guiado pela memorização de fatos;

Cosmovisão Secular.

Linguagem elevada;

Imaginário Bíblico;

Conhecimento integral;

Deus é glorificado; Sua natureza

revelada em todas as matérias;

Ensinado por princípios e com

Cosmovisão Cristã Bíblica.

Resultado:

Socialização da criança e capacitação para o mercado de trabalho.

Alcança seu potencial completo e

expressão do seu valor em Cristo.

 

A visão correta acerca das crianças, fará toda diferença na hora da elaboração de currículos, da escolha dos métodos, objetivos e propósitos para o processo educacional. O nosso aluno é esta criança e precisamos melhor conhecê-lo para alcança-lo na sua inteireza.

 

Fonte: © Principia 2003 Elizabeth Youmans, Ed.D. Manual do Professor AMO - www.amoprogram.com



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