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Enchendo os cântaros e falando a Rocha
Estive imaginando que na jornada rumo ao céu, há diferentes desertos que precisamos sobreviver com hombridade. Nesse trajeto, necessitamos de poucas coisas, apenas o suficiente para a nossa sobrevivência e daqueles a quem amamos e ansiamos que entrem conosco na tão sonhada Canaã. O pouco que pondero é a água e o suficiente continua sendo ela.
Contudo nem todos têm acesso a essa água. Essa de tão poderosa, faz viver enquanto mata. Mata porque somente aqueles que tomam dela,  conseguem morrer para si e uma vez morto revivem. Nessa esperança continuam falando a Rocha. Sim! Falando porque uma vez que se fere a rocha e a água jorra, mas jorra para morte. A morte daqueles que nos foram confiados. O que é uma lástima que nos legará afastamento da Rocha.
Toda essa dialética entre morte e vida, água que faz morrer e água que faz viver, me faz pensar na nossa missão enquanto educadores, aqueles que como Moisés foram chamados pra falarem a rocha. A partir dessa premissa chego a tremer e temer e me questiono se tenho falado ou ferido a rocha? Se um dia falei, mas que hoje só sei ferir? Será que caminhei até agora, mas não me será dado o direito de entrar em Canaã? Ainda não sei... e temo saber.
Nesse aspecto recordo-me da experiência de Moisés que depois de tantos milagres saiu do deserto entrou no jardim do céu, mas não saboreou da promessa aqui  e não pode entrar em Canaã  e saborear dos seus frutos. Será que não era pra entrar ou seu pecado furtou sua bênção? Opiniões são diversas nesse aspecto, mas a Bíblia deixa claro. Ele não entrou em Canaã na terra que tanto lutou por ela. Será que não entrarei na minha? Deus foi resoluto com Moisés. Muito lhe foi dado. Ele tinha sido um dos poucos a ver Gloria de Deus. Muitos privilégios e muitas responsabilidades também. Se Deus tivesse lhe permitido entrar em canaã, imagino que seria desfrutar de um pedacinho do céu na terra, seria como ter um antegozo do céu para ele. Moisés queria desse desfrute, mas se deixou levar pela murmuração do povo e pecou. As circunstancias não podem referenciar nossa santificação. Nossa santificação deve sempre referenciar nossas atitudes para com as circunstancias. A premissa continua a mesma...
Assim se dá conosco. Caminhamos 40 anos no deserto da educação e quando estamos bem próximos a Canaã, pecamos? Que Cristo não permita nem a nós nem a outros que as duras marcas da queda, o que  temos de pior – o pecado conduza nossos dias nessa terra de desertos, onde o findar parece uma lembrança distante.
Que possamos lutar, enquanto trilhamos essa estrada árdua, para que esse inimigo mortal não destrua a nós nem ao outro. Ele já fez secar muitas vidas e muitos ministérios, já tirou muitos da rota de Canaã. Que possamos pedir ao nosso Mestre que nos relembre do quão será maravilhoso ver o fruto do seu árduo trabalho. Que ainda nesse quinhão, tenhamos a segurança que a totalidade dele já está garantida no porvir. Que possamos nos alegrar com as pequenas vitórias da mesma forma que as grandes. Pois, se formos gratos, vamos lembrar que já avançarmos muito. Logo veremos Canaã e nela aqueles que apontamos o caminho da fonte. Iremos ver que muitos desses carregamos nos braços, enquanto outros nos carregaram. Somos filhos de Adão. Essa é a verdade. Contudo, enquanto levávamos tivemos um vislumbre da face do Dono da fonte e assim o fardo se tornou leve... Essa também é a Verdade!
Ainda que saibamos que esse tenro desfrutar seja daqui a 20 ou 40 anos, queremos perseverar. Que possamos esperar confiantemente sem esquecermos que é necessário o deserto enfrentar e com ele as tempestades de areia, as noites geladas e solitárias, as nossas murmurações, a dos alunos, pais e companheiros de jornada, e caso não vislumbrássemos a movimentação da coluna de fogo e a esperança da nuvem de dia,  jamais suportaríamos tamanho labor.
Entretanto, o que toda essa História tem haver com a nossa história? Tudo e nada. Tudo porque se falarmos a Rocha, e entendam Rocha como tipificação de Cristo, ela(Ele) faz gerar em nós o ato da fé. Fé para que quando nossos corpos estiverem em estado de inanição sejamos revigorados, saciados, admoestados, consolados... pelo poder da água que sairá da Rocha. E quanto ao nada? Nada seremos se ferirmos a Rocha, ainda que seja em nome da mais nobre das causas – A educação integral dos nossos meninos e meninas – A Rocha como já fora dito, é o próprio Deus – o Senhor da Educação que gera vida e vida em abundância.
Nesse sentido, recentemente li a autobiografia de Lewis e com lágrimas vi os efeitos de uma educação para morte. Temi pelo fato de se estava levando ao arraial de Deus o cheiro de morte ao invés do aroma da vida.
Após o temor dessa possibilidade fui lembrada que é na força Dele que nos aproximamos ao trono da graça quando estamos ofertando nosso serviço. Senti-me grata pela oportunidade de ter ao alcance uma abordagem Educacional para Vida. Ainda há tempo para que não sejamos impelidos por nosso ego a ferirmos a Rocha. Porque sabemos que no afã para chegarmos a Canaã, esquecemos que ainda há muitos desertos a cruzar e para tal NECESSITAMOS falar(ORAR) a ROCHA (JESUS) Se batermos nela(usarmos da nossa força carnal)morremos sem entrarmos em Canaã. Apesar de ser bom a enxergarmos de longe, mas colhermos os seus frutos e nos deliciarmos delas é melhor ainda (é o antegozo do céu).

Por fim, não esqueçamos o princípio da unidade. Nessa jornada á Rocha, a água foi ordenada por Deus para que servisse a todos, afinal diretores, professores, famílias, alunos necessitam dela senão morrermos. Todo os que ferem a Rocha por não compreenderem que a ordem foi e sempre será, para que falemos a Rocha e a água jorrará. A prova de que a água brotará em nós e para aqueles que nos foram confiados, é se a Rocha vive em nós... ESSA É A ÁGUA QUE JORRA DO TRONO DE DEUS E POR ISSO GERA EDUCAÇÃO PARA VIDA (Mt 11:28-29)
Que Cristo nos  dê fé, esperança e amor para enchermos nossos cântaros...

“E não havia água para a congregação; então se reuniram contra Moisés e contra Arão. E o povo contendeu com Moisés, dizendo: Quem dera tivéssemos perecido quando pereceram nossos irmãos perante o SENHOR!
E por que trouxestes a congregação do SENHOR a este deserto, para que morramos aqui, nós e os nossos animais? E por que nos fizestes subir do Egito, para nos trazer a este lugar mau? lugar onde não há semente, nem de figos, nem de vides, nem de romãs, nem tem água para beber. Então Moisés e Arão se foram de diante do povo à porta da tenda da congregação, e se lançaram sobre os seus rostos; e a glória do SENHOR lhes apareceu. E o SENHOR falou a Moisés dizendo: Toma a vara, e ajunta a congregação, tu e Arão, teu irmão, e falai à rocha, perante os seus olhos, e dará a sua água; assim lhes tirarás água da rocha, e darás a beber à congregação e aos seus animais. Então Moisés tomou a vara de diante do SENHOR, como lhe tinha ordenado. E Moisés e Arão reuniram a congregação diante da rocha, e Moisés disse-lhes: Ouvi agora, rebeldes, porventura tiraremos água desta rocha para vós?  Então Moisés levantou a sua mão, e feriu a rocha duas vezes com a sua vara, e saiu muita água; e bebeu a congregação e os seus animais.               
E o SENHOR disse a Moisés e a Arão: Porquanto não crestes em mim, para me santificardes diante dos filhos de Israel, por isso não introduzireis esta congregação na terra que lhes tenho dado.  Estas são as águas de Meribá, porque os filhos de Israel contenderam com o SENHOR; e se santificou neles.”  NÚMEROS 20:2-13

Em Cristo, e somente Nele, o dono da fonte vamos caminhar...
A fonte nos espera e o povo está com sede e não sabe qual a Rocha que jorra água pura que cura...

Glória Oliveira – Prof. Literatura do ImagoDei

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